Nossa História

A história da família EHLERT no Brasil começou no dia 27 de março de 1868, quando CARL LUDWIG FERDINAND EHLERT, de Coeslin na Prússia, decidiu emigrar para o Brasil.

Foi instalado por Jacob Reinghantz em Picada Quevedos, no município de São Lourenço do Sul. Casou com Emilie Charlotte Mathield Schumacher e tiveram oito filhos. Entre eles, HENRIQUE EHLERT, que casou com BERTHA POLNOW e tiveram 10 filhos, entre os quais, ARTHUR EHLERT- nascido dia 23 de julho de 1925.

 

ARTHUR EHLERT, frequentou a escola que funcionava na igreja. O professor era o pastor e ensinava a ler e escrever apenas em alemão. Apesar da dificuldade ao acesso a livros ou qualquer outro tipo de pesquisa, Arthur sempre foi curioso e sozinho através da luz  do lampião é que nas noites se dedicava a aprender a ler e escrever em português.

 

Como costume de antigamente, era obrigação os filhos ajudarem os pais nas funções diárias, assim, com 10 anos já trabalhava na roça como qualquer adulto. Aos 16 anos  transportava com a carroça o que produziam na lavoura ,como batata ,feijão, manteiga e as criações como porcos e galinhas. O destino era geralmente São Lourenço , Pelotas e Contagem . 

 

Sempre desafiando limites, ARTHUR EHLERT queria algo mais, assim passava dias e noites pensando no que poderia inventar, surgiu então, a ideia de fabricar cepas para tamancos de madeira, que era o calçado mais usado na época, mas como eram experiências novas , acabavam surgindo grandes dificuldades entre elas , com o maquinário precário ,a complicada extração da madeira e o penoso meio de transporte, os pesados troncos tinham que ser carregados na carroça com a própria força. E como também não existiam serrarias na proximidade, a solução era serrar as tábuas manualmente, o que não teria grande futuro. A situação exigia avançar, surgiu então a idéia de construir a serraria.

 

Aproveitando o riacho com cachoeira que havia na região , Arthur fabricou a sua própria turbina, perfeito para a geração de energia. Com a eletricidade a seu favor, Arthur viajou para uma localidade vizinha para analisar outra serraria semelhante e começou por conta própria a montar as ferragens. Conseguiu fazê-la funcionar, mas de forma precária. Durante um ano fabricou milhares de cepas para tamancos e começou a serrar tábuas para terceiros. (Atualmente, a serraria pertence ao seu irmão Edmundo Ehlert.)

Já casado com Helma Anna Thereza Krumreich , foi morar em Campos Quevedos. Tiveram 5 filhos , Loraci, Milton (falecido ainda pequeno) , Arani , Hélio e Célio , sendo Loraci e Hélio os atuais sócios da empresa, juntamente com os seus netos Mateus e Filipe , filhos de Hélio.

Naquela época, não existiam importações de grãos, tudo o que era consumido era plantado pelos próprios colonos, e cada qual, gostava de consumir o fruto de seu próprio trabalho. Entre conversas com vizinhos descobriu então que fazia falta um moinho de trigo e milho para a região. Sem perder tempo, Arthur e o irmão mais velho decidiram juntar-se para a construção desse novo empreendimento.

Posteriormente a sociedade com o irmão se desfez. Arthur ficou com o moinho.

Por longos anos, trabalhou, conquistou grande clientela, construiu ampla casa e abriu um comércio tipo armazém, que chamavam de venda. Além do moinho e da venda também se plantava, vendia leite e se criava porcos.

Em 1974 aconteceu uma reviravolta. Arthur já cansado com a exaustiva carga de trabalho e os filhos querendo estudar, decidiu vender tudo e mudar para a cidade de Pelotas, vendeu a metade da propriedade com o moinho, parte do gado e tudo o que não era possível levar para a cidade, ao irmão caçula de Arthur.

Como Arthur desde jovem acostumou-se a trabalhar com máquinas, resolveu montar um engenho de beneficiamento de arroz. Como não tinha recursos para uma obra tão grande resolveu então construir um galpão provisório. Arthur sabia fabricar tamancos, serrar madeira, moer trigo e milho, mas de arroz nada conhecia, nem de pessoas com má índole e de riscos de vendas à prazo. Até aparecer o primeiro negócio mais seguro de beneficiamento e assim foi fazendo capital, para comprar arroz em casca.

Em 07 de Março de 1994 deu-se início a mais um empreendimento, dessa vez, sem arroio e sem cachoeira, mas para completar o ciclo das necessidades humanas, partiu-se para a habitação e foi criada a: EHLERT CONSTRUTORA. 

Em 2001 faleceu o Célio caçula dos Ehlert e em 2007 Helma foi ao encontro de seu filho. Foram perdas muito doloridas para a família, mas a fé de Arthur prevaleceu e continuou seus esforços para não esmorecer.

Hoje , junto com seus filhos e netos, Arthur continua planejando e projetando novos empreendimentos na Construção Civil e o aperfeiçoamento do beneficiamento de arroz. E vendo uma nova geração chegando através do nascimento dos bisnetos , ensinando que a fé , a perseverança e a coragem são os combustíveis necessários para construir uma bela história. 

 

“ O coração do homem planeja o seu caminho, mas o Senhor lhe dirige os passos” Provérbios 16,9
 

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